Papa Francisco e o Rosário

Outubro é o mês do Rosário, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, à Bem-Aventurada Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este acto de confiança na nossa Mãe, e recebamos das suas mãos o Rosário: a recitação do terço é uma escola de oração, uma escola de fé! (Angelus, 6-10-2013).

Por conseguinte, procurar rezar a Nossa Senhora e pedir-lhe que, como mãe, me faça forte. É isto o que eu penso sobre a fragilidade, pelo menos, é a minha experiência. Uma coisa que me faz forte é rezar todos os dias o terço a Nossa Senhora. Sinto uma força tão grande, vou ter com Ela e então sinto-me forte. (Discurso, 18-05-2013).
No final da Constituição sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II deixou-nos uma belíssima meditação sobre Maria Santíssima. Destaco apenas as expressões que se referem ao mistério que celebramos hoje. A primeira é esta: «A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha de culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha». (Const. dogm. Lumen gentium, 59).

Em seguida, perto do final do documento, encontramos esta expressão: «A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também na terra brilha como sinal de esperança segura e de consolação para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor». (Ibidem, 68).

A passagem do livro do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a
mulher e o dragão. A figura da mulher que representa a Igreja é por um lado gloriosa, triunfante e, por outro, ainda se encontra em dificuldade. De fato, assim é a Igreja: se no Céu já está associada à glória de seu Senhor, na história enfrenta constantemente as provações e os desafios que supõem o conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de todos os tempos.
E nesta luta que todos os cristãos devem enfrentar, Maria não nos deixa sozinhos. A Mãe de Cristo e da Igreja está sempre connosco. Sempre caminha connosco e está connosco. Maria, em certo sentido, compartilha esta dupla condição. É claro que Ela já entrou definitivamente na glória do Céu. Mas isso não significa que Ela esteja longe, que esteja separada de nós, Na verdade, Maria acompanha-nos, luta connosco e sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal. (Homilia, 15 -08-2013).

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