Maria no coração de S. João XXIII e S. João Paulo II


Mater Ecclesiae
A canonização destes dois grandes pastores acontece às portas do mês de Maio, mês de Maria. Eis mais um aspecto que une os novos santos: o seu terno e profundo amor a Nossa Senhora. João XXIII recorria frequentemente à “maternidade universal” da Santíssima Virgem, “a Mãe comum, cabeça de todos os homens, todos irmãos no mesmo Cristo primogénito” (12-X-1961). Em João Paulo II, a consciência da proximidade e da intercessão da nossa Mãe manifestava um pólo de atracção permanente no seu próprio caminhar espiritual e humano, convidando todos a descobrir a “dimensão mariana” dos discípulos de Cristo. A filiação à Santíssima Virgem – dizia – é “um dom que o próprio Cristo oferece pessoalmente a cada homem” (cfr. Redemptoris Mater, n.º 45).

Nossa Senhora ocupa um posto relevante na vida espiritual de cada fiel, mas também na própria edificação da Igreja. Por isso, na ocasião de ambas as canonizações, agrada-me recordar as palavras de S. Josemaria Escrivá de Balaguer: “É difícil ter uma devoção autêntica à Virgem e não se sentir vinculado aos outros membros do Corpo Místico e também mais unido à sua cabeça visível, o Papa. Por isso gosto de repetir: Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam! – todos, com Pedro, a Jesus por Maria!” (Cristo que passa, n.º 139). Dá-me alegria que seja o Papa Francisco, Papa mariano também, quem tomou a decisão destas duas canonizações. Os três demonstram que o conteúdo da caridade não é meramente humano, mas que se trata de dar Cristo aos outros, que é o que levou a cabo Santa Maria ao serviço de toda a humanidade.

MONS. JAVIER ECHEVARRÍA, Prelado do Opus Dei, 23-04-14.
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